segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Resposta de Padre Paulo Ricardo sobre o uso do véu !






O Uso do Véu na Igreja !



Hoje em dia muito se discute se é ou não permitido que a mulher use o véu dentro da Igreja. Porém, a pergunta correta acerca do uso do véu seria: é ainda obrigatório para a mulher o uso do véu dentro da Igreja? Esta sempre foi a disciplina da Igreja atestada ao longo de dois mil anos. A última vez que a Igreja se manifestou a esse respeito foi em 1917, no Código de Direito Canônico, conhecido como Pio Beneditino. O Cânon 1262 dizia que:
Os varões na igreja ou fora da Igreja enquanto assistem os sagrados ritos estejam com a cabeça descoberta, a não ser que os legítimos costumes dos povos ou as circunstâncias peçam diversamente.
Quanto aos costumes é possível citar os Bispos que usam mitra ou os padres que usam o barrete, e quanto às circunstâncias poderiam ser citadas as celebrações ao ar livre, sob um sol causticante ou ainda sob a chuva. Nesses casos, permitia-se a cabeça coberta para os homens.
As mulheres, por sua vez, "estejam com a cabeça coberta e vestidas modestamente, especialmente quando se aproximam da mesa do Senhor", é o que diz o mesmo Código.
O uso do véu para as mulheres sempre foi uma obrigação unânime ao longo dos séculos. Escritos dos Santos Padres já dão notícia dessa disciplina e a própria Sagrada Escritura. Essa tradição continuou ao longo de toda a Idade Média, nos escritos de Santo Agostinho, ainda que ele não tenha se manifestado enfaticamente sobre o tema.


Recentemente, nasceu a ideia de que o uso do véu estaria ligado à cultura do local e que poderia ser deixado de lado, já que não está enraizado na natureza humana, mas seria tão somente uma circunstância cultural descartável. Seja como for, atualmente, não existe a obrigação canônica do uso do véu. O Código de Direito Canônico reformado por João Paulo II não traz o cânon mencionado.
O Cardeal Raymond Burke, presidente da Assinatura Apostólica, respondendo à pergunta de uma fiel sobre a obrigação do uso do véu, afirma que não existe a obrigação, mas se a pessoa vai participar do rito extraordinário seu uso seria muito pertinente, pois este rito possibilita uma expressão ritual mais adoradora que o rito ordinário.
A raiz teológica do uso piedoso do véu está na I Carta de São Paulo aos Coríntios, no Capítulo 11, versículos 2 a 16. São Paulo fala claramente sobre a obrigação do véu e o que se nota no restante do texto é que em toda a sua argumentação, São Paulo sempre relaciona a cobertura da cabeça da mulher com a glória.
"A própria natureza não vos ensina que para o homem é vergonhoso deixar o cabelo crescer, ao passo que para a mulher é honroso ter os cabelos compridos?" (14-15), nesse trecho, São Paulo demonstra que não se trata apenas de algo cultural, mas de algo natural. É próprio do feminino a elegância, a busca da expressão da beleza interior pelo cuidado e zelo com a aparência exterior. Da mesma forma, é tipicamente feminino o cuidado com os cabelos.
Diante disso, a mulher cobrir sua cabeça no momento dar glória a Deus é esconder a sua própria reverenciando Aquele que merece toda a glória. Usar o véu em atenção aos anjos, como diz São Paulo, significa que ela está participando de um culto de adoração a Deus juntamente com os anjos. Todas as criaturas, homens, mulheres e anjos, se prostram diante de Deus para adorá-lo e, nesse momento, todas elas devem esconder sua glória e dar glória a Deus. Cobrindo a cabeça, a mulher realiza isso de forma visível e ritual.
Portanto, não existe obrigação canônica para o uso do véu. O que existe é uma longa tradição que insere a mulher num espírito de ritualidade e adoração, fazendo com que diante de Deus ela esconda a própria beleza, a própria glória para dar glória à beleza de Deus.
De forma prática, o uso do véu requer prudência. Sobre ele recai a pecha de ser obsoleto, tradicionalista, contrário à dignidade da mulher, mas, embora seja justamente o contrário, é importante que a pessoa aja com prudência, principalmente se exercer na paróquia alguma função, como ministra extraordinária, catequista etc. Não se deve por em risco a oportunidade de prestar um grande serviço a Cristo.
Contudo, se a pessoa não está engajada e sente o desejo de usar o véu, que seja corajosa e use, ainda que sozinha. Em muitos casos semelhantes o que se viu foi que outras mulheres se interessaram por essa piedade e, após a devida instrução passaram a praticá-la.
De qualquer forma, o uso do véu é uma disciplina que, ao longo do tempo, santificou muitas mulheres e diante do mundo secularizado e imodesto que se vive hoje ensinar as meninas desde pequenas a usar o véu pode resultar em frutos excelentes nas próximas gerações.

O uso do véu como um sacramental !


O uso do véu pode ser considerado um sacramental. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “quase não há uso honesto de coisas materiais que não possa ser dirigido à finalidade de santificar o homem e louvar a Deus.” (§1670). O uso do sacramental não é essencial, portanto, à salvação, mas um auxílio. Exemplos de sacramentais são a água benta, medalhinhas, o escapulário.O uso do véu não é expressamente ordenado, mas é recomendado como uma prática de piedade, caso a mulher se sinta chamada a isso. Se a mulher lê as passagens bíblicas a esse respeito e sente o Espírito Santo movê-la, deve primeiramente orar e discernir a respeito.
É muito importante que um sacramental seja utilizado pelas razões certas, ou seja, para o crescimento espiritual do portador. Superstição, pressão do grupo, vaidade, nada disso são razões válidas para se usar o véu. Um bom teste a se fazer é se perguntar: “Se o Papa banisse o uso do véu amanhã, eu estaria disposta a obedecer?” Se a resposta for sim, então essa é a atitude correta. No final das contas, o uso do véu tem a ver com obediência a Deus e a seus representantes. Obediência, como dizia São Bento, é a prova de fogo para a santidade. Uma pessoa verdadeiramente humilde e santa obedece aqueles que foram designados para dirigi-la.
Voltando ao conceito de sacramental, é imporante a atitude honesta diante de Deus, e o uso honesto de coisas materiais, de modo a ordená-las para a finalidade de glorificar a Deus. O uso do véu tem a finalidade de levar a mulher a desenvolver atitudes próprias de humildade e adoração a Jesus, da mesma forma que o uso do escapulário é uma devoção que promove a piedade.



Por fim, pode-se concluir que o uso do véu é, antes de tudo, um chamado, um carisma. Cada um tem suas necessidades, seu processo de crescimento espiritual. A Igreja, mãe generosa, oferece vários meios de prover a essas necessidades, através de suas muitas formas de devoção e dos sacramentais, que, se praticados corretamente, levam o fiel à maturidade espiritual. Ademais, o hábito de usar o véu ajuda a mulher a compreender sua vocação e identidade, seu lugar na criação e na Nova Aliança, o Santo Sacrifício, bem como a real importância destes.

Santo do Dia 30/09/2013

São Jerônimo

Neste último dia do mês da Bíblia, celebramos a memória do grande “tradutor e exegeta das Sagradas Escrituras”: São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Ele nasceu na Dalmácia em 340, e ficou conhecido como escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor da Igreja. É de São Jerônimo a célebre frase: “Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo”.
Com posse da herança dos pais, foi realizar sua vocação de ardoroso estudioso em Roma. Estando na “Cidade Eterna”, Jerônimo aproveitou para visitar as Catacumbas, onde contemplava as capelas e se esforçava para decifrar os escritos nos túmulos dos mártires. Nessa cidade, ele teve um sonho que foi determinante para sua conversão: neste sonho, ele se apresentava como cristão e era repreendido pelo próprio Cristo por estar faltando com a verdade (pois ainda não havia abraçado as Sagradas Escrituras, mas somente escritos pagãos). No fim da permanência em Roma, ele foi batizado.
Após isso, iniciou os estudos teológicos e decidiu lançar-se numa peregrinação à Terra Santa, mas uma prolongada doença obrigou-o a permanecer em Antioquia. Enfastiado do mundo e desejoso de quietude e penitência, retirou-se para o deserto de Cálcida, com o propósito de seguir na vida eremítica. Ordenado sacerdote em 379, retirou-se para estudar, a fim de responder com a ajuda da literatura às necessidades da época. Tendo estudado as línguas originais para melhor compreender as Escrituras, Jerônimo pôde, a pedido do Papa Dâmaso, traduzir com precisão a Bíblia para o latim (língua oficial da Igreja na época). Esta tradução recebeu o nome de Vulgata. Assim, com alegria, dedicação sem igual e prazer se empenhou para enriquecer a Igreja universal.
Saiu de Roma e foi viver definitivamente em Belém no ano de 386, onde permaneceu como monge penitente e estudioso, continuando as traduções bíblicas, até falecer em 420, aos 30 de setembro com, praticamente, 80 anos de idade. A Igreja declarou-o padroeiro de todos os que se dedicam ao estudo da Bíblia e fixou o “Dia da Bíblia” no mês do seu aniversário de morte, ou ainda, dia da posse da grande promessa bíblica: a Vida Eterna.
São Jerônimo, rogai por nós!
Evangelho (Lc 9,46-50)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

domingo, 29 de setembro de 2013

Igreja recorda o arcanjo São Gabriel, padroeiro dos comunicadores


AnjoO Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações, Dom Claudio Maria Celli, presidiu na manhã de sábado, 28, uma missa na Capela da Anunciação, na sede da Rádio Vaticano. O arcebispo foi convidado a celebrar com os funcionários a festividade do Padroeiro, o arcanjo São Gabriel, que a Igreja recorda no dia 29 de setembro.
O arcebispo Celli iniciou a homilia questionando sobre a existência dos anjos e fazendo uma reflexão baseada no Catecismo, lembrando que as Escrituras afirmam que eles são uma ‘verdade de fé’. Santo Agostinho diz que “a palavra anjo designa o ofício, não a natureza; e o nome desta natureza é o espírito”. Ainda segundo o Catecismo, “em todo o seu ser, os anjos são servidores e mensageiros de Deus; são poderosos executores das ordens de Deus, prontos a dar voz à sua Palavra”.
Segundo Dom Claudio Maria Celli, esta é a referência para o nosso caminho, pois a reflexão do Catecismo tem para os comunicadores um significado ainda mais profundo, “porque somos servidores e mensageiros de Cristo e temos esta vocação como missão”.
O arcebispo lembrou que o termo “vocação” vai além do profissionalismo: é uma realidade que exige uma dimensão de interioridade e um caminho pessoal muito mais profundo, pois não podemos ser simplesmente “técnicos da comunicação”.
“Nosso caminho profissional exige uma contemplação mais profunda, mais rica do mistério de Deus em nossas vidas. Somente assim podemos dar realmente aquilo que nasce de nossos corações”.
Em seguida, o arcebispo citou a entrevista concedida pelo Papa Francisco à revista Civiltà Cattolica, em que ele se refere à “Igreja-hospital”, que acompanha os homens e mulheres que sofrem a solidão, a dificuldade de viver, de ir avante. Disse que nós, como Rádio do Papa, devemos expressar sempre proximidade a estas pessoas.
“Nossa comunicação pressupõe uma eclesiologia que o Papa nos revela continuamente: lembremos os discursos feitos no Brasil, especialmente aos bispos: a Igreja que partilha, que caminha ao lado, que está perto. Creio que este aspecto deva ser ressaltado sempre em nossos programas”, frisou o Presidente das Comunicações do Vaticano.
Enfim, o arcebispo evocou Maria, a servidora da Palavra, e referindo-se à Capela da Anunciação, disse que “nosso caminho de servidores da Palavra e mensageiros de Deus deve encontrar Nela a inspiradora, aquela que nos acompanha, nos ampara; que em certos momentos nos consola, porque nem sempre é fácil entender o sentido do caminho e o sentido de nossa vocação”.
Fonte: Shalom 

Venha Participar !


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

CNBB divulga cartaz e subsídios da Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”


cartaz2014Os subsídios da Campanha da Fraternidade 2014 já estão disponíveis nas Edições CNBB. São diversos materiais como o manual, texto base, via sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, CD e DVD, banner, cartaz, entre outros. Com o objetivo de trabalhar os conteúdos da campanha nas escolas, foram produzidos também subsídios de formação voltados aos jovens do ensino fundamental e médio, além de encontros catequéticos para crianças e adolescentes.
O cartaz da CF 2014, que se encontra disponível para download, traz o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Os demais produtos podem ser adquiridos no site: www.edicoescnbb.org.br ou pelo telefone: (61) 2193.3001.
Entenda o significado do cartaz:
1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014)
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Pra quem pediu ! Existe limite no namoro?


É preciso ter atitude e tomar firmes decisões
O namoro é um tempo maravilhoso, cheio de atração, beleza, gestos de amor e carinho, mas tem horas que só o carinho, a beleza e as palavras já não satisfazem. Queremos mais! O corpo “grita”, pois a pessoa à nossa frente é para nós a mais bela, aquela com quem queremos seguir em frente, aquela com quem pensamos: “Sim, vamos nos casar! Então, para que esperar?”.

Esse é o perigo do namoro. Qual a hora de parar e não avançar o sinal? Existe o momento certo para se dizer “chega!”? Como, então, reconhecê-lo?

Antes de tudo, é necessário que você descubra o seu “ponto de parada”, ou seja, além desse ponto, você não deve avançar, pois esse é o seu limite. E quando ele é ultrapassado, o que acontece? Você acaba extrapolando!

Talvez para você, rapaz, o limite seja a mão que começa a escorregar pelo corpo da sua namorada e daí você não consegue mais parar, a tal da “mão boba”. Talvez, minha jovem, o limite para você seja aquele beijo mais demorado - um beijo de língua por exemplo - que pode deixá-la bem excitada e pronta para algo que não está na hora de acontecer. Aqui, se faz fundamental aquele diálogo franco e aberto entre vocês dois para a descoberta dos limites que estão sendo extrapolados.

Veja: no namoro é preciso o beijo e o toque físico nos lugares certos - no rosto, nos cabelos, nos braços... Bom, vamos parar por aí, não é mesmo? A tal da “mãozinha boba” vai querer passar desse lugar para outros muitas vezes. O beijo mais fervoroso vai começar rápido; depois com um pouquinho mais de tempo; mais tarde, bem mais demorado... E daí? Onde isso vai parar?




DISCURSO

Discurso do Papa aos catequistas na Jornada dos Catequistas no Vaticano, por ocasião do Ano da Fé
Sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Queridos catequistas,

Estou feliz que no Ano da Fé haja este encontro para vocês: a catequese é um pilar para a educação da fé, e precisamos de bons catequistas! Obrigada por este serviço à Igreja e na Igreja. Mesmo se às vezes possa ser difícil, trabalha-se tanto, empenha-se e não se veem os resultados desejados, educar na fé é belo! Ajudar as crianças, os rapazes, os jovens, os adultos a conhecer e a amar sempre mais o Senhor é uma das aventuras educativas mais belas, constrói-se a Igreja! “Ser” catequistas! Vejam bem, não disse “fazer” os catequistas, mas “sê-lo”, porque envolve a vida. Conduz-se ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho. E “ser” catequistas requer amor, amor sempre mais forte por Cristo, amor pelo seu povo santo. E este amor, necessariamente, parte de Cristo.

O que significa este partir de Cristo para um catequista, para vocês, também para mim, porque também eu sou um catequista?

1. Primeiro de tudo, partir de Cristo significa ter familiaridade com Ele. Jesus o recomenda com insistência ao discípulos na Última Ceia, quando estava prestes a viver o dom mais alto do amor, o sacrifício da Cruz. Jesus utiliza a imagem da videira e dos ramos e diz: permaneçam no meu amor, permaneçam ligados a mim, como o ramo está ligado à videira. Se somos unidos a Ele, podemos dar frutos, e esta é a familiaridade com Cristo.

A primeira coisa, para um discípulo, é estar com o Mestre, escutá-lo, aprender com Ele. E isto vale sempre, é um caminho que dura toda a vida! Para mim, por exemplo, é muito importante permanecer diante do Tabernáculo; é um estar na presença do Senhor, deixar-se olhar por Ele. E isto aquece o coração, mantém aceso o fogo da amizade, te faz sentir que Ele verdadeiramente te olha, está próximo a você e te quer bem. Entendo que para vocês não é assim simples: especialmente para quem é casado e tem filhos, é difícil encontrar um tempo longo de calma. Mas, graças a Deus, não é necessário fazer tudo do mesmo modo; na Igreja há variedade de vocações e variedade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isto se pode, é possível em toda etapa da vida. Neste momento, cada um pode se perguntar: como vivo este “estar” com Jesus? Tenho aqueles momentos em que permaneço na sua presença, em silêncio, deixo-me guiar por Ele? Deixo que o seu fogo aqueça o meu coração? Se no nosso coração não há o calor de Deus, do seu amor, da sua ternura, como podemos nós, pobres pecadores, aquecer os corações dos outros?

2. O segundo elemento é este: partir de Cristo significa imitá-Lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Esta é uma experiência bela, e um pouco paradoxal. Por que? Porque quem coloca no centro da própria vida Cristo sai do centro! Mais se une a Jesus e Ele se torna o centro da tua vida, mais Ele te faz sair de ti mesmo, te descentraliza e te abre aos outros. Este é o verdadeiro dinamismo do amor, este é o movimento do próprio Deus! Deus é o centro, mas é sempre doação de si, relação, vida que se comunica... Assim nos tornamos também nós se permanecemos unidos a Cristo, Ele nos faz entrar neste dinamismo do amor. Onde há verdadeira vida em Cristo, há abertura ao outro, há saída de si para ir ao encontro do outro em nome de Cristo.

O coração do catequista vive sempre esse movimento de "sístole – diástole": união com Jesus, encontro com o outro. Sístole – diástole. Se falta um destes dois movimentos não bate mais, não vive. Recebe como dom o Kerigma, e por sua vez o oferece como dom. É esta a natureza do próprio Kerigma: é um dom que gera missão, que impulsiona sempre para fora de si mesmo. São Paulo dizia: “O amor de Cristo nos impulsiona”, mas este  “nos impulsiona”, pode se traduzir também em “nos possui”. É assim: o amor te atrai e te envia, te toma e te doa aos outros. Nesta tensão se move o coração do cristão, em particular o coração do catequista: união com Jesus e encontro com o outro? Se alimenta no relacionamento com Ele, mas para levá-Lo aos outros? Eu digo uma coisa para vocês: eu não entendo como um catequista pode permanecer parado, sem este movimento.

3. O terceiro elemento está sempre nessa linha: partir de Cristo significa não ter medo de ir com eles às periferias. Me vem à mente a história de Jonas, uma figura verdadeiramente interessante, especialmente nos nosso tempos de mudanças e incertezas. Jonas é um homem piedoso, com um a vida tranquila e organizada, isso o leva a ter os seus esquemas bem claros e a julgar tudo e todos com estes esquemas, de modo rígido. Por isso, quando o Senhor o chama e lhe diz para ir a Nínive, a grande cidade pagã, Jonas não quer ir. Nínive está fora de seus esquemas, é a periferia de seu mundo. E então, ele escapa, foge, embarca em um navio que vai para longe. Releiam o livro de Jonas! É breve, mas é uma palavra muito instrutiva, especialmente para nós que estamos na Igreja.

Que coisa nos ensina? Nos ensina a não ter medo de sair dos nosso esquemas para seguir a Deus, porque Deus vai sempre além, Deus não tem medo das periferias. Deus é sempre fiel e criativo, não é fechado e por isso nunca é rígido, nos acolhe, nos vem ao encontro, nos compreende. Para ser fiel, para ser criativo, é necessário saber mudar. Para permanecer com Deus necessita saber sair, não ter medo de sair. Se um catequista se deixa dominar pelo medo, é um covarde; se um catequista está tranquilo ele acaba sendo uma estátua de museu; se um catequista é rígido se torna encarquilhado  e estéril. Pergunto a vocês: alguém quer ser um covarde, estátua de museu ou estéril?

Mas atenção! Jesus não diz: ide, e se virem. Não! Jesus disse: Ide, eu estou convosco! Essa é a nossa beleza e a nossa força. Se nós partimos, se saímos para levar o seu  Evangelho com amor, com verdadeiro espírito apostólico, com parresia, Ele caminha conosco, nos precede, é o primeiro sempre. Vocês aprenderam o sentido dessa palavra. E isso é fundamental para nós: Deus sempre nos precede! Quando pensamos estar longe, em uma  extrema periferia, e talvez temos um pouco de temor, na verdade Ele já está lá. Jesus nos espera no coração daquele irmão, em sua carne ferida, em sua vida oprimida, em sua alma sem fé. Jesus está ali, naquele irmão. Ele sempre nos precede.

Caros catequistas, digo a vocês obrigado por aquilo que fazem, mas, sobretudo, porque vocês estão na Igreja, no Povo de Deus em caminho. Permaneçamos com Cristo, procuremos ser sempre uma  só coisa com Ele; O sigamos imitando-O em seu movimento de amor, no seu ir ao encontro do homem; e saiamos, abramos as portas, tenhamos a audácia de trilhar novas estradas para o anúncio do Evangelho

Como lido com as opiniões a meu respeito ?


A habilidade de conhecer-se é importante
Quando você ouve as pessoas falarem sobre você, qual sua primeira reação? Quais os sentimentos que surgem em você quando recebe uma crítica, por exemplo?

Ao falar sobre autoestima positiva, ressaltamos como é importante reconhecer em nós nossas qualidades e pontos fracos, saber bem quem somos para que, ao ouvir um comentário a nosso respeito, possamos, de fato, amadurecer sobre as situações ocorridas.

Ao ouvir uma crítica a nosso respeito, vale muito a pena pensar: “O que está envolvido naquela crítica?”, “Existe alguma verdade naquilo?”. Claro que existem pessoas que são especialistas em apenas criticar e, muitas vezes, não estão bem consigo, então disparam comentários a todo momento.
Se falam de mim, posso pensar: “Existe algum aprendizado nisso?”. Falo isso especialmente quando um comentário nos irrita, quando nos tira a paz. Certamente, você já viveu essa situação. Por isso a habilidade de conhecer-se é tão importante. Quanto mais entendemos nossas reações, melhor podemos lidar com elas quando passamos por esta situação.

Muitas vezes, em nossa vida somos criticados desde pequenos. Quando isso ocorre, já temos uma certa sensibilidade ou ainda nos tornamos muito inseguros; qualquer coisa que se diga a nosso respeito, já é motivo para um mal estar e até mesmo uma dificuldade de questionar os motivos daquela crítica.

A força do diálogo e a coragem de perguntar nos aproxima do outro e, com isso, propicia uma melhor compreensão das situações que para nós são motivos de insegurança. Imagina se você se sente mal com algo em sua aparência, no modo de falar ou de cuidar dos filhos, por exemplo, e você é alertado por alguém que conheça? Poxa, isso pode lhe dar uma imensa dor de cabeça e preocupação!

Por um momento, deixe o sentimento de lado e observe o conteúdo do que lhe foi dito; a partir daí, entender os motivos será um pouco mais fácil.

Ao formar os filhos é também um ato de amor e cuidado ensiná-los a enfrentar as diferenças, lidar com os amigos e com aqueles que podem não gostar deles, e claro, com as críticas. Às vezes, como pais, protege-se tanto o filho que não se admite que sejam apontados, comentados, enfim, evita-se, isola-se, estimula-se a competição e não se prepara a criança para lidar com o mundo real.

Quando nos abrimos a ouvir o que o outro fala a nosso respeito, ganhamos a oportunidade de estarmos olhando para nossa vida, excluindo os fatos irreais, mas tendo a grande chance de fazer diferente

domingo, 22 de setembro de 2013

“Não se cansem de bater à porta de Deus”, diz Papa em homilia em Cagliari

 Na
Missa celebrada em Cagliari nesta manhã, Francisco destacou a figura de Maria, que ensina a ter confiança em Deus
Citando a Primeira Leitura, Francisco explicou que ela retrata Maria em oração, no cenáculo, junto aos apóstolos. Ele disse que Maria reza junto à comunidade dos discípulos e ensina a ter plena confiança em Deus, em sua misericórdia.
“Este é o poder da oração! Não nos cansemos de bater à porta de Deus. Levemos ao coração de Deus, através de Maria, toda a nossa vida, cada dia!”.
O Papa falou ainda do último olhar de Jesus para sua Mãe, momento retratado pelo Evangelho de São João (Jo 19, 25-27). “Maria nos ensina que Deus não nos abandona, pode fazer coisas grandes mesmo com a nossa fraqueza. Tenhamos confiança em Deus! Batamos à porta do seu coração!”.
E como um outro motivo de sua estadia em Cagliari, Francisco disse que foi para que, todos juntos, pudessem encontrar o olhar de Maria, porque este é como o reflexo do olhar do Pai, que a fez Mãe de Deus, e o olhar do Filho na cruz, que a fez Mãe dos homens.
“E com aquele olhar hoje Maria nos olha. Precisamos do seu olhar de ternura, do seu olhar materno que nos conhece melhor que qualquer um, do seu olhar cheio de compaixão e de cuidado. (…) Aprendamos a olharmos uns para os outros sob o olhar materno de Maria!”.
Francisco explicou ainda que sua ida à cidade da região da Sardenha foi para partilhar as alegrias e esperanças, bem como para confirmar os fiéis na fé. Ele ressaltou que na região há muito sofrimento, em especial pela falta de trabalho.
“É necessária a colaboração leal de todos, com compromisso de responsabilidade das instituições – também da Igreja – para assegurar às pessoas e às famílias os direitos fundamentais e fazer crescer uma sociedade mais fraterna e solidária”.
Pouco antes de iniciar a celebração Francisco dirigiu-se ao interior do Santuário, onde saudou os doentes presentes.  No início da manhã, logo que chegou a Cagliari, ele encontrou-se com os trabalhadores.

Respostas !

Gente desde de já agradeço a cada e-mail enviado, cada perguntam, cada questionamento, são muitos importantes para o nosso blog.
Em breve estarei respondendo a  todas as perguntas conforme o discernimento e posicionamento da nossa tão amada Santa Igreja Católica.
A paz do Senhor e o amor de Maria !

John Lenon
Moderador do Blog

Evangelho (Lc 16,1-13)



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus dizia aos discípulos: 1“Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’.
3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa, quando eu for afastado da administração’.
5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’
7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega a tua conta e escreve oitenta’.
8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9E eu vos digo: usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas.
10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?
13Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.





— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013


Amor e humildade: Papa destaca virtudes necessárias para quem governa

“Quem governa deve amar o seu povo, porque um governante que não ama não pode governar: no máximo poderá disciplinar, colocar um pouco de ordem, mas não governar”, disse.
Francisco recordou o exemplo de Davi, que depois do pecado cometido pediu ao Senhor que punisse não o povo, mas ele mesmo. “Hoje, cada homem e cada mulher que deve tomar posse de um trabalho no governo deve fazer-se duas perguntas: ‘eu amo o meu povo, para servi-lo melhor? Sou humilde e ouço os outros, as diversas opiniões, para escolher o melhor caminho?’”.
E por outro lado, Francisco citou São Paulo, que exorta a elevar orações por todos os que estão no poder, para que possam conduzir uma vida calma e tranquila. Ele destacou também que os cidadãos não podem ignorar a política.
“A política – diz a Doutrina Social da Igreja – é uma das formas mais altas da caridade, porque é servir o bem comum. Eu não posso lavar as mãos, né? Todos devemos dar algo”.
O Santo Padre observou que muitas vezes é comum falar somente mal dos governantes e fazer fofocas sobre o que não vai bem. Mas embora o governante seja, talvez, um pecador, os cidadãos devem colaborar dando a sua opinião, a sua correção, porque todos devem participar do bem comum. “E se tantas vezes ouvimos ‘um bom católico não se intromete na política’, isso não é verdade, isso não é um bom caminho”.
Concluindo a homilia, Francisco disse que a melhor coisa que cada um pode oferecer aos governantes é a oração. E mesmo se não se trata de um bom governante, é necessário rezar, rezar pela sua conversão, mas rezar, advertiu o Papa.
“Assim, demos o melhor de nós, ideias, sugestões, o melhor, mas, sobretudo, o melhor é a oração. Rezemos pelos governantes, para que nos governem bem, para que levem a nossa pátria, a nossa nação adiante e também o mundo, que haja para nós a paz e o bem comum”.

domingo, 15 de setembro de 2013

Alegria de Deus é perdoar, diz Papa no Angelus

“A misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do ‘câncer’ que é o pecado, o mal moral, espiritual”
Da Redação, com Rádio Vaticano
No Angelus deste domingo, 15, o Papa Francisco afirmou que “a alegria de Deus é perdoar”. “É a alegria de um pastor que reencontra a sua ovelha; a alegria de uma mulher que reencontra a sua moeda; é a alegria de um pai que recolhe em casa, o filho que estava perdido, estava morto, e voltou à vida”.
Apesar da chuva desta manhã, a Praça de São Pedro estava cheia de peregrinos que foram a Roma para ouvir o Santo Padre.
Francisco refletiu sobre a liturgia deste domingo, e afirmou que nesta passagem  (cf. Lc 15) está todo o  Evangelho, todo o Cristianismo. O capítulo 15 do Evangelho de São Lucas contém as três parábolas da misericórdia, e que falam da alegria de Deus: a da ovelha perdida, da moeda perdida e a do filho filho pródigo.
“Mas olhem que não é sentimento, não é ‘ser bonzinho’! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do ‘câncer’ que é o pecado, o mal moral, espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história”.
Papa Francisco destacou que Jesus é todo misericórdia, todo amor: é Deus feito homem. E cada um de nós é a ovelha perdida, a moeda perdida, é o filho que desperdiçou sua liberdade seguindo ídolos falsos, ilusões de felicidade, e perdeu tudo. Entretanto, afirmou o Santo Padre, “Deus não se esquece de nós, o Pai nunca nos abandona. Respeita a nossa liberdade, mas permanece sempre fiel. E quando voltarmos a Ele, nos acolhe como filhos, em sua casa, porque ele não pára nunca, nem por um momento, de nos esperar, com amor. E o seu coração está em festa por cada filho que retorna”.
“Qual é o perigo? Que supomos ser justos, e julgamos os outros. Julgamos também Deus, porque pensamos que deveria punir os pecadores, condená-los à morte, em vez de perdoar. Então, sim, corremos o risco de ficar fora da casa do Pai! Como o irmão mais velho da parábola, que, em vez de ficar feliz porque seu irmão voltou, fica com raiva do pai, que o acolheu e faz festa. Se no nosso coração, não há misericórdia, a alegria do perdão, não estamos em comunhão com Deus, mesmo se observamos todos os preceitos, porque é o amor que salva, não só a prática dos preceitos. É o amor a Deus e ao próximo, que realiza todos os mandamentos”.
Em seguida, o Papa Francisco pediu aos fiéis reunidos na Praça São Pedro que rezassem um instante em silêncio por aquela pessoa com a qual se desentenderam. “Vamos pensar naquela pessoa e em silêncio vamos rezar por ela e assim nos tornaremos misericordiosos com ela”.
O Santo Padre disse ainda que se vivermos de acordo com a lei do “olho por olho, dente por dente”, jamais sairemos da espiral do mal. “O Maligno é inteligente, e nos ilude que com a nossa justiça humana podemos nos salvar e salvar o mundo. Na realidade, somente a justiça de Deus pode nos salvar! E a justiça de Deus se revelou na Cruz: a Cruz é o julgamento de Deus sobre todos nós e sobre este mundo”.
“Mas como Deus nos julga?”, indagou o Papa, e explicou: “Dando a vida por nós! Eis o ato supremo de justiça que derrotou, uma vez por todas, o Príncipe deste mundo; e esse ato supremo de justiça é também ato supremo de misericórdia. Jesus chama todos a seguirem este caminho: ‘Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso’ (Lc 6:36)”.

sábado, 14 de setembro de 2013

24º Domingo Comum- Evangelho (Lc 15,1-32)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar.2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
4Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’
7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’
10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.
11E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.
13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.
15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.
21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.
25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.
27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.
28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos.30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.
31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.

Confissão é o sacramento da volta, do retorno à vida da graça




A alegria da volta

Poucos textos religiosos tem o impacto e o fascínio da parábola do Filho Pródigo, que deveria ser chamada a parábola do Pai misericordioso ou perdoador , já que Ele é o centro da revelação e do ensinamento de Jesus. Muitos desconhecem que esse itinerário do filho pródigo, é também o percurso do penitente que almeja o reencontro com o Pai e ser perdoado.

De fato, todos somos como o filho que quis sair de casa e fazer a sua própria vida fora do plano e da proposta de Deus. Caímos na real, sentimos saudade e arrependimento de termo-nos distanciado e afastado de um Pai amoroso e decidimos voltar. A confissão ou a reconciliação é o sacramento da volta, do retorno à vida da graça, do refazer a aliança e resgatar a amizade com o Senhor.

Longe de ser uma experiência opressora, culpabilizante ou torturadora, se trata de um encontro com a graça e o perdão divino onde estabelecemos um diálogo de fé e confiança com quem em nome de Deus exerce as funções de pai, mestre, médico e juiz da benevolência e misericórdias divinas.

Como o filho pródigo celebramos a festa da vida nova, do reencontro e da verdadeira paz, por isso após termos recebido a absolvição dos pecados só os convidados a uma oração de ação de graças e louvor pelo grandioso dom do perdão e da reconciliação.

Confessar-se é reempreender o caminho da santidade, da vivência e realização da filiação divina que nos conduz a plena felicidade, que implica e consiste num estado de harmonia e comunhão com Deus. Por maiores que sejam nossas culpas e pecados, Deus sempre está nos esperando, para nos dar sempre o seu perdão, porque a sua misericórdia, compaixão e bondade são infinitas.

Não negligenciemos esta fonte, espaço e berço da humanidade nova, esta forja e escola de santidade que é o sacramento da confissão. Que Nossa Senhora Mãe da Misericórdia, Refugio e Consolação para todos os pecadores nos ajude a celebrar com alegria, fé e confiança o sacramento da Volta. Deus seja louvado!

Francisco destacou que falar mal do próximo é hipocrisia de quem não consegue olhar para os próprios defeitos


Da Redação, com Rádio Vaticano
As fofocas são criminosas, pois matam Deus e o próximo, diz Papa
Em Missa, Francisco destacou o perigo da fofoca. Foto: Rádio Vaticano
Na Missa desta sexta-feira, 13, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre o perigo da fofoca. Ele advertiu que quem fala mal do próximo é um hipócrita, que não tem a coragem de olhar para os próprios defeitos.
“Por que reparas no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?”. Com esta pergunta feita por Jesus, Francisco iniciou a homilia; uma pergunta que mexe com a consciência de todos os homens, de todos os tempos.
O Papa observou que Cristo, após falar da humildade, fala do seu oposto, ou seja, da atitude de ódio para com o próximo, de julgar o irmão. Para estes casos, Jesus usa uma palavra dura: hipócrita.
“Aqueles que vivem julgando o próximo, falando mal do outro, são hipócritas, porque não têm a força, a coragem de olhar para os próprios defeitos. O Senhor afirma que quem tem no coração ódio do seu irmão é um homicida… Também o Apóstolo João, na sua primeira Carta, é claro: quem odeia e julga o seu irmão caminha nas trevas.”
Segundo o Papa, todas as vezes que se julga um irmão no coração e, mais ainda, se fala disso com outras pessoas, o cristão se transforma um “cristão homicida”.
“Um cristão homicida … Não sou eu quem digo, eh?, é o Senhor. E sobre este ponto, não há meio termo. Quem fala mal do irmão, o mata. E nós, todas as vezes que o fazemos, imitamos aquele gesto de Caim, o primeiro homicida da história”.
O Santo Padre acrescentou que neste período em que se fala de guerras e se pede tanto a paz, faz-se necessário um gesto de conversão. “As fofocas fazem parte desta dimensão da criminalidade. Não existe fofoca inocente”. A língua, disse ainda citando São Tiago, é para louvar a Deus, mas quando usada para falar mal do irmão ou da irmã, ela acaba por matar a Deus, a imagem de Deus no irmão.
Francisco destacou, por fim, que não vale a argumentação de que alguém mereça intrigas. Nesses casos, o que se deve fazer é rezar pela pessoa e, se necessário, falar com alguém para resolver o problema, mas sem espalhar a notícia.
“Paulo foi um grande pecador, e disse de si mesmo: ‘Antes eu blasfemava, perseguia e era violento. Mas tiveram misericórdia’. Talvez nenhum de nós blasfeme – talvez. Mas se alguém faz intriga, certamente é um perseguidor e um violento. Peçamos para nós, para toda a Igreja, a graça de nos converter da criminalidade das intrigas ao amor, à humildade, à mansidão, à magnanimidade do amor para com o próximo”.